Antipalavras
Poesia e microcontos

Dignidade

Marcadores:
Com a cabeça erguida,
caminhava pela rua,
dando passos confiantes
e pensando em seus negócios.

Deixara seu veículo parado
e agora atravessava a rua
para trabalhar.

Seus olhos agudos
e rosto afável
chamavam atenção
dos que ali transitavam.

Mas não importava
o cabelo sujo e mal lavado
a roupa pouca e em retalhos
a fome muita, mas contida
os pés, mais descalços do que
se estivessem.

Apesar dele ser papeleiro
apesar das buzinas intolerantes
e olhares desconfiados
e dignidade do homem
estava ali e não fora comprada,
roubada, sonegada ou corrompida.

O que lhe foi roubado
é o futuro de riqueza
que todos teriam
se tivessem chance.
0 comentarios:

Postar um comentário

Antipalavras

Ou isso é poesia ou não é nada,
um nada absoluto que persiste
em tentar explicar tudo.

Mas um nada que não é ausência,
e sim, preenchimento ao contrário.

Assim como o mito, um nada
que é tudo, a poesia é um nada
superior ao vazio:
Antipalavra que anula a palavra comum,
resultando a realidade.

Essa é a função do poeta
equilibrar com antipalavras
um mundo construído por palavras
para que a ilusão em que todos vivem
adquira existência.

Anti-herói

Minha foto
Escrevo poesias, contos e crônicas. Toco piano na banda Reino Elétron. Sou formado em Letras e faço Jornalismo na Universidade de Passo Fundo

Antimarcadores

Antipeixes


AntiTwitter

    Siga-me no Twitter

    Receba por e-mail

    Antisseguidores