Antipalavras
Poesia e microcontos

dê mansa

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demência imensa
e densa
de mim se amansa
lenta e plena
e santa

despejo no esgoto
roto e torto
o vestido morto
e pleno
da sã
com ciência

e tomo nua e minha
e sua e nossa
loucura oculta
e caso
delire eu caso
com ela
3 comentarios:

baita! amei. e olha que não uso (mesmo!) o verbo à toa.


Este comentário foi removido pelo autor.

Ah Bruno, Ah Bruno! Com as palavras de Lenine... Chega, nem pede licença, Avança sem ponderar. Que lindo!!!


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Antipalavras

Ou isso é poesia ou não é nada,
um nada absoluto que persiste
em tentar explicar tudo.

Mas um nada que não é ausência,
e sim, preenchimento ao contrário.

Assim como o mito, um nada
que é tudo, a poesia é um nada
superior ao vazio:
Antipalavra que anula a palavra comum,
resultando a realidade.

Essa é a função do poeta
equilibrar com antipalavras
um mundo construído por palavras
para que a ilusão em que todos vivem
adquira existência.

Anti-herói

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Escrevo poesias, contos e crônicas. Toco piano na banda Reino Elétron. Sou formado em Letras e faço Jornalismo na Universidade de Passo Fundo

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