Antipalavras
Poesia e microcontos

Medo

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O medo já medido é sem sentido,
medonho é sempre o medo sem medida,
aquele que não pode ser contido
que torna assustadora a sua vida.

O medo que lhe deixa sem saída
que ultrapassa os limites do entendido,
é o medo que lhe espera na caída
da noite que insinua algum ruído.

O medo lhe acompanha desde sempre,
e sempre que do medo você lembre,
você está lembrando o que se esquece:

o homem é movido pelo medo,
ainda que ele seja esse segredo,
que gela todo o sangue e estremece.
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Antipalavras

Ou isso é poesia ou não é nada,
um nada absoluto que persiste
em tentar explicar tudo.

Mas um nada que não é ausência,
e sim, preenchimento ao contrário.

Assim como o mito, um nada
que é tudo, a poesia é um nada
superior ao vazio:
Antipalavra que anula a palavra comum,
resultando a realidade.

Essa é a função do poeta
equilibrar com antipalavras
um mundo construído por palavras
para que a ilusão em que todos vivem
adquira existência.

Anti-herói

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Escrevo poesias, contos e crônicas. Toco piano na banda Reino Elétron. Sou formado em Letras e faço Jornalismo na Universidade de Passo Fundo

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